A DANÇA DAS CADEIRAS NA ASSEMBLEIA ONDE ROBSON TEM MINORIA

deputados

O governador eleito Robinson Faria (PSD) precisará convocar líderes de bancada e os demais deputados estaduais para articular a formação de uma maioria que permita a aprovação de projetos enviados pelo Poder Executivo. A maioria dos parlamentares eleitos para a Assembleia Legislativa integraram a coligação que apoiou a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB). Foram 18 deputados nesta aliança e seis pela que estava com a candidatura de Robinson Faria (PSD).

Além de precisar de uma aproximação com os deputados eleitos pela coligação adversária durante a campanha, o novo governador que assumirá em 2015 terá também uma Assembleia com bancada mais fragmentada. Os eleitos para o Legislativo estão filiados a treze partidos. Outra característica da nova formação da Assembleia é a presença de oito legenda com apenas um parlamentar.

Com a posse, em fevereiro do próximo ano, dos deputados estaduais eleitos no dia 5 de outubro, haverá também dois partidos com representação na Assembleia que até então não estavam no Legislativo estadual, o PHS e o PtdoB.

Apesar da bancada diminuta, o governador eleito acredita que não terá dificuldades para articular com o Legislativo, poder que ele presidiu entre 2003 e 2010 e onde tem bom trânsito político. “Irei dialogar com os deputados estaduais e acho que eles serão cooperativos. Até porque o que está em risco não é o governador, mas o Estado. Por isso o diálogo será nossa marca mais forte”, disse ele ontem logo depois de ter sido totalizado os votos do segundo turno no Rio Grande do Norte.

Fábio Dantas, eleito vice-governador, emendou. “Na AL os deputados trabalham pelo Estado, e não só para fazer oposição. Além disso, no federal nós ganhamos a presidência”, justificou o vice. Para ele, não haverá dificuldades para o estado angariar recursos com a União, apesar de contar com apenas dois parlamentares federais – Felipe Maia (DEM) e Fábio Faria (PSD).

A maior bancada da Assembleia será do PMDB, com cinco deputados, portanto, um partido de oposição ao eleito. Em seguida, fica o PROS, com quatro deputados eleitos. Isso significa que as duas principais siglas, em termos de quantidade de deputados, serão de oposição, uma vez que integraram a coligação que apoio o candidato peemedebista.

O PROS conta com o atual presidente da Assembleia, Ricardo Motta, que também foi o mais votado na eleição deste ano e o único que obteve sozinho, sem precisar somar com a legenda, os votos necessários à eleição. Ele teve 4,84% dos votos dados aos deputados estaduais (80.249).

Enquanto isso, o partido do governador eleito, o PSD, terá uma bancada com três cadeiras, ocupadas por José Dias, reeleito para o com 37.844 votos;  pelo médico Galeno Torquato, que tem base eleitoral no Alto Oeste, e conquistou 63.286 votos (o  segundo mais votado no Estado); e pelo ex-prefeito de Goianinha Disson Lisboa.

Apesar de começar a legislatura numericamente em desvantagem, o governador terá possibilidade de articular uma maioria. Tradicionalmente, o Executivo não tem dificuldades nas votações do legislativo estadual. Ex-presidente da Assembleia, Robinson Faria também poderá ter interlocução com vários deputados que foram seu colega de legislatura.

TN

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