DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA NA ASSEMBLEIA É SILENCIOSA

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Dentro de pouco mais de uma semana o Palácio José Augusto receberá uma nova leva – e outra nem tão nova assim – de deputados estaduais que irão compor o Poder Legislativo pelos próximos quatro anos. E logo de cara esse grupo de 24 parlamentares terá uma missão importante: a escolha do presidente e dos demais integrantes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, que vai gerir, apenas em 2015, um orçamento de R$ 302,8 milhões.

O montante inclui os gastos diretos com a AL-RN e o orçamento da Fundação Djalma Maranhão. Apenas com a folha de pessoal a previsão é que sejam gastos R$ 219,9 milhões e outros R$ 8,5 milhões apenas para o funcionamento dos gabinetes.

A título de comparação, os 167 municípios potiguares repartiram em dezembro do ano passado R$ 231,2 milhões de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) feitos pelo Governo Federal.

A eleição para o comando do parlamento e a ocupação de mais seis cargos da Mesa – 1º e 2º Vice-presidente e 1º, 2º, 3º e 4º secretários – envolve questões políticas, partidárias e administrativas, que dizem respeito tanto à própria AL-RN como ao governo estadual.

Além da importância de se tornar comandante de um dos poderes do Estado, tornar-se presidente da Assembleia Legislativa e, consequentemente, líder da Mesa Diretora da casa, dá a prerrogativa para a indicação de inúmeros cargos dentro da estrutura de trabalho do Palácio José Augusto.

Apenas entre os cargos de comando são 15 chefes de setor, nove coordenadores, o diretor geral do Instituto Legislativo Potiguar e 30 gerentes. A presidência ainda possui quarenta assessores técnicos, seis oficiais de gabinete, um secretário geral e seis secretários particulares, enquanto a Mesa Diretora possui mais de 20 assessores. Todos esses cargos não entram na conta das nomeações que cada um dos 24 parlamentares tem direto.

Nenhum dos deputados que estão envolvidos diretamente na disputa prévia pela presidência da Assembleia fala de forma aberta sobre o processo que se avizinha. Nem mesmo o atual presidente Ricardo Motta (PROS) dá declarações sobre a situação, apesar de vários colegas seus já externarem o voto pela sua reeleição para o seu terceiro mandato seguido no comando da Assembleia.

José Dias (PSD) e Nelter Queiroz (PMDB), por exemplo, já confirmaram apoio à reeleição de Motta. “Vamos tratar disso no momento correto e oportuno”, limitou-se a dizer o atual presidente ao fim da convocação extraordinária dos deputados feita pelo governador Robinson Faria (PSD).

Do Novo Jornal

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